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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Contos: A bicha da mineração.



o galo praticamente me derruba da cama às cinco da madrugada. levanto – me aborrecido, pois odeio o meu trabalho que é lavar as latrinas dos garimpeiros. nunca vi povo mais sujo! parece que nunca ouviram falar sobre higiene em toda a vida. sou uma bicha feia e magra, nem bunda tenho, a idade indefinida entre vinte e oito e trinta. meu quarto fica colado aos banheiros coletivos onde os mais de trezentos machos desta mineração vão se lavar antes do café ,e tomar banho à tarde, após o término do trabalho, atolados naquelas poças de barro e lama e terra e pedras . eu mesmo não tenho pó de café nem açúcar, portanto preciso pedir uma caneca cheia emprestada da cozinheira que prepara a gororoba para eles que me faz esse favor com a cara mais azeda desse mundo,como se fosse uma esmola. tenho que lavar as privadas antes que eles cheguem e comecem a mijar nas bordas, parece que não conseguem acertar o buraco largo do vaso, ou fazem isso de propósito.

sou um viado velho de bunda magra e boca larga que eles chamam de boca de vaca e a cor de minha pele não é escura como a deles . só os cabelos são longos e lisos e costumo amarrá-los num rabo atrás com uma fita amarela encardida.
pagam-me pelo trabalho trezentos reais no fim do mês mais direito a comida, se é que se pode chamar aquilo de comida.. só há uma mulher por essas bandas: a cozinheira negra, velha e gorda, pois o capataz proibiu a presença de mulheres depois que começaram as brigas e as mortes e os assassinatos ..
geralmente eles se banham com as costas coladas na parede , pois é questão de honra não ficar mostrando a bunda pros outros enquanto se banham.
eu pendurei alguns calendários com mulheres lindas e nuas perto do espelho de modo que os homens possam contemplá-las enquanto se penteiam e emplastram os cabelos com aquela brilhantina de cheiro enjoado..
os mais moços se satisfazem ali mesmo , quando estão sozinhos e são rápidos na punheta pois atrás vem gente.
termino a limpeza das privadas lá pelas seis horas da manhã e tenho um tempo de folga que vai das seis às oito horas. inventei uma espécie de detergente-desinfetante à base de erva cidreira fervida que serve para perfumar e limpar os banheiros e até ganhei um elogio meio enviesado do capataz sempre tão zangado e tão calado.. é temido até pelos mais valentes, é aquele que recolhe o ouro e vai vendê-lo na cidade com a caminhonete.
às oito e meia tenho que ajudar a cozinheira a preparar o grude.
lá pelas duas da tarde tenho que voltar pra limpar e lavar todo o banheiro novamente e está naquele estado.
já falei que meu quarto fica parede – meia com o banheirão? já. foi por isso que, humildemente, pedi ao capataz que mandasse alguém abrir três buracos na parede , de três tamanhos diferentes. ele perguntou para quê e logo que compreendeu o motivo fez aquela cara de assassino, não acreditando que eu teria aquela coragem.
ficou muito revoltado comigo.





quando lhe fiz o pedido pela segunda vez , meteu-me o pé na bunda e me mandou pra puta que pariu.

depois ele mesmo , sem querer , espalhou o boato e ele próprio sentiu a pressão dos peões mineradores , repensou e chegou à conclusão de que pelo menos ajudaria a aliviar a tensão do tesão entre os homens.
é lá pelas onze horas da noite que começa o movimento. eu falei que tem mais de trezentos, mas só uns cento e cinqüenta não conseguem se satisfazer sozinhos e precisam de minha ajuda. eles se revezam e já ouvi várias vezes a conversa: “cê foi ontem? então hoje vou eu...”.
uma bicha pode até ser velha e feia, mas se souber usar as técnicas certas, não ficará no prejuízo. os machos no auge da fissura não olham o rosto através do buraco , só se importam com os movimentos da boca e da língua , a ilusão de que se trata da boceta desejada e isso é tudo. tem uns desgraçados que , só pra infernizar , colocam o pintão no buraco e mijam dentro do meu quarto. mas são poucos. a maioria mesmo não dispensa uma boa chupeta.
já falei que os buracos são de três tamanhos diferentes? já. é que alguns são especiais. principalmente um deles.
também não vou engolindo tudo o que vejo. primeiro examino direitinho para ver se não estão doentes, sem verrugas, corrimentos , manchas,etc. um sebinho na chapeleta até gosto, levando-se em conta que muitos não são chegados à higiene.
já tive muitas surpresas agradáveis e outras nem tanto . mas nunca sei qual deles estou chupando. embora consiga distinguir alguns e principalmente aquele , que ocupa sempre o buraco maior. fiquei impressionado na primeira vez que se apresentou e olhei aquele baita caralho pulsando através do buraco. eu o servi como se serve a um rei poderoso com todos os requintes e salamaleques. gostaria de conhecer o seu dono, mas sei que pelas regras duras do garimpo, é melhor ficar quieto e aproveitar a ocasião sem esperar mais que isso. quem muito quer...
já disse que começo às onze? já. durante algumas noites, frias principalmente – nesta região os dias são quentes, mas as noites são frias, costumo chupar uma média de três , quatro ou cinco caralhos.. e uma coisa impressionante: todos – todos acabam esporrando em meus lábios, ou em minha garganta ou dentro das bochechas.
sou uma bicha velha, feia e magrela, mas tenho anos de experiência. acho que sou uma bicha ativa no que se refere à atividade labial - bucal.

ontem, lá pelas duas da madrugada, já havia terminado minha função - já havia lavado a boca para me livrar das várias esporradas que conseguira abocanhar, ouvi as batidas na madeira da parede, características de alguém necessitado. através do buraco mais largo vi surgir o cacetão descomunal, completamente teso, pulsando à espera de ser servido.

apoiei minha bunda magra sobre os calcanhares e me curvei sobre ele pousando os lábios grossos e largos sobre a ponta arredondada do cabeção e mamei no olho até ficarem lambuzados de pré-gozo. isso facilitou a tarefa de esconder a glande inteira dentro das bochechas. passei a língua sob e sobre ela retirando os pontinhos de esmegma que a tornavam áspera. e chupei-o finalmente , com todo o desejo que me inspirava, fazendo-o foder minha garganta com movimentos longos e gorgolejantes. no instante do gozo, afastei-me, masturbei-o com ambas as mãos e recebi os jorros de porra dentro da boca escancarada.
justo no momento em que ele se afastava não me contive e espiei pelo buraco para ver o vulto do capataz se afastando enquanto abotoava as braguilhas.
era o capataz – o único entre os trezentos que tinha a liberdade de usar a caminhonete para ir até a cidade negociar o ouro e visitar a esposa ,ou os bordéis que lhe desse na telha.
a vida não é uma caixinha de surpresas? mas, em boca fechada, não entra mosquito.
por isso , amigas : não se desesperem . se a vida lhes
oferece um limão,façam uma limonada!.

12 comentários:

  1. Simplesmente o conto mais fiel, mais humano, mais a beira da realidade que eu já pude ler.
    André

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  2. Gosto muito do Big dotados.
    Gosto muito de ler os contos aqui publicados, mas este me deu vergonha e nojo de ler.

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  3. Olha... Impressionante.
    Achei o conto muito bem escrito, personagem muito bem elaborado e a história incrivelmente interessante.
    Não posto comentários em sites de pornografia que acesso mas juro que esse seu conto merece uma avaliação positiva mais elaborada do que um clique nessa avaliação pré-programada.
    Muito bom mesmo. Seria ótimo ter mais contos assim!!!
    Muito bom mesmo =)

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  4. Cuidado para não tomar drinque de porra contaminada com HIV.

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  5. Esse foi o conto mais sem graca e tosco ja postado nesse blog....

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  6. Cara vc não precisa de ajudante?

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  7. que biba nojenta cuidado com a tia em querida!!!

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  8. Esse foi o conto mais horrível e nojento que eu li desde quando comecei utilizar o Big Dotados, q biba mais porca ela ta se humilhando(na minha opinião) imagina se algum desses caras tem HIV ela ta fudida e faltou mais emoção, não gostei desse de 0 a 10 dou 4,5.

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  9. É um conto para as pessoas saberem mais o que é realidade pois, nem tudo é lindo e maravilhoso como imaginamos.
    Ficamos maravilhados com esse nosso site querido e as vezes até sonhamos com os príncipes quando na verdade nos deparamos com muitos sapos.

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  10. Bom conto, bem escrito, é preciso mas que tesão para lê- lo, é preciso ter cabeça, saber interpretar o que o autor quer passar.
    Parabéns
    Não sei se é verídico, possa ser que não, mas mostra que nem tudo são flores e que um dia envelhecemos. O que vc quer na sua velhice??

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